IA pode eliminar metade dos empregos de escritório iniciais nos próximos cinco anos
A inteligência artificial pode eliminar até metade dos empregos iniciais de escritório nos próximos cinco anos, segundo alerta do CEO da Anthropic, Dario Amodei. O executivo destacou riscos de aumento do desemprego e maior desigualdade, mas também apontou a requalificação profissional e políticas públicas como caminhos para mitigar os impactos.

IA pode eliminar metade dos empregos de escritório iniciais nos próximos cinco anos
A inteligência artificial está prestes a provocar uma das maiores transformações no mercado de trabalho contemporâneo. Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que até metade dos empregos de entrada em escritórios pode desaparecer em um prazo de um a cinco anos. A previsão é alarmante e coloca em evidência a velocidade com que a tecnologia avança sobre funções tradicionalmente exercidas por pessoas, especialmente em áreas administrativas, bancárias, jurídicas, de consultoria e suporte técnico.
Segundo Amodei, o impacto poderá ser sentido de forma mais severa em cargos que servem como porta de entrada para jovens profissionais, reduzindo oportunidades de início de carreira e dificultando o acúmulo de experiência. Ele alertou ainda que, se nada for feito, o desemprego pode atingir patamares de 10% a 20% em países desenvolvidos, pressionando o consumo, ampliando desigualdades e comprometendo a mobilidade social.
Apesar do tom crítico, o executivo destaca que há caminhos possíveis para mitigar os efeitos dessa revolução tecnológica. Investimentos em requalificação e capacitação são apontados como fundamentais, preparando trabalhadores para funções criativas, estratégicas e de supervisão, menos suscetíveis à automação. A implementação de políticas públicas também será crucial, seja para regular a velocidade da adoção da IA, seja para exigir que as grandes empresas do setor contribuam financeiramente com programas sociais e de adaptação.
O debate sobre o futuro do trabalho ganha urgência diante dessa previsão. A IA promete ganhos de produtividade e inovação sem precedentes, mas os custos humanos e sociais podem ser elevados se não houver preparo adequado. Para Amodei, o desafio está em decidir se a sociedade vai apenas reagir aos impactos ou se antecipar à transformação, conduzindo a transição de forma estratégica e equilibrada.
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