Impacto AI — Inteligência Artificial e Sociedade Logo

Atriz gerada por IA Tilly Norwood enfrenta forte reação da indústria cinematográfica

Emprego03 de outubro de 2025 • 2 min • Por Eduardo Pinho

Tilly Norwood, atriz gerada por IA, foi apresentada como uma artista digital completa e provocou reações intensas de sindicatos e celebridades de Hollywood. O debate gira em torno da ética de substituir ou competir com atores humanos com criações tecnológicas.

Atriz gerada por IA Tilly Norwood enfrenta forte reação da indústria cinematográfica

Uma nova figura de Hollywood causou controvérsia: Tilly Norwood, apresentada como atriz totalmente gerada por inteligência artificial, está no centro de um debate acalorado sobre os limites entre tecnologia e arte.

Tilly foi revelada em um evento da indústria cinematográfica em Zurique, onde trechos de uma produção cômica foram exibidos. A proposta da criadora é que ela seja representada por agentes de talento, atuando em filmes ou séries futuristas, com a promessa de reduzir custos de produção em até 90%.

Porém, a reação foi rápida e intensa. O sindicato dos atores de Hollywood, SAG-AFTRA, divulgou uma declaração contundente afirmando que Tilly Norwood não é uma atriz, mas sim um personagem treinado a partir de performances humanas sem consentimento ou compensação. O sindicato destacou que a criatividade deve permanecer centrada no humano e que tais iniciativas colocam em risco a autenticidade artística e o emprego de profissionais.

Entre as vozes contrárias estão nomes como Emily Blunt e Whoopi Goldberg, que expressaram preocupações públicas. Blunt descreveu o avanço como “realmente assustador” e incentivou agências a não representar uma IA como Tilly, enquanto Goldberg alertou para a vantagem injusta que personagens digitais teriam, já que são moldados a partir de diversos talentos humanos.

A criadora, Eline Van der Velden, defende Tilly como expressão artística e não substituto humano. Segundo ela, é uma ferramenta criativa, comparável a técnicas como CGI e animação. Ainda assim, muitos nos bastidores enxergam o projeto como um divisor de águas: a introdução de “atores sintéticos” que pode redirecionar orçamentos de produção e deslocar papéis humanos.

O caso reflete uma tensão mais ampla: em que medida a IA deve estar presente na produção artística? Onde traçamos linhas para proteger quem cria com alma, experiência e emoção humana? Hollywood parece prestes a decidir.

Compartilhar

FacebookLinkedIn

Atriz gerada por IA Tilly Norwood enfrenta forte reação da indústria cinematográfica