Goldman Sachs: jovens em empregos vulneráveis à IA enfrentam alta no desemprego
Um estudo do Goldman Sachs mostra que o desemprego entre jovens de 20 a 30 anos cresceu quase 3 pontos percentuais em 2025, principalmente em funções expostas à IA como suporte administrativo e atendimento ao cliente. Sem requalificação, especialistas alertam para risco de uma “geração perdida”.

Um novo estudo do Goldman Sachs revelou que trabalhadores jovens, entre 20 e 30 anos, estão sendo os mais afetados pela automação impulsionada pela inteligência artificial. Segundo a análise, o desemprego nessa faixa etária aumentou quase 3 pontos percentuais em 2025, concentrado em setores onde a substituição por IA é mais intensa.
Os cargos mais expostos incluem funções de suporte administrativo, atendimento ao cliente, análise de dados iniciais e tarefas repetitivas de escritório. Nessas áreas, sistemas de IA generativa já demonstram capacidade de executar atividades com rapidez e baixo custo, reduzindo a necessidade de profissionais em início de carreira.
O relatório ressalta que a situação é particularmente preocupante para jovens profissionais que buscam sua primeira experiência no mercado de trabalho. Sem políticas públicas eficazes e programas de requalificação, há o risco de criar uma “geração perdida” que enfrentará dificuldades prolongadas de inserção.
Ao mesmo tempo, o Goldman Sachs aponta que o impacto não é uniforme: setores como saúde, tecnologia e energia verde ainda oferecem espaço para absorção de mão de obra jovem, sobretudo quando há investimento em capacitação técnica e digital.
Para especialistas, os dados confirmam que a IA não está apenas remodelando funções existentes, mas também ampliando desigualdades geracionais no mercado de trabalho. O desafio passa a ser garantir que a revolução tecnológica não comprometa o futuro profissional dos mais jovens.
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