União Europeia lança plano de €1,1 bilhão para impulsionar a IA e reduzir dependência tecnológica de EUA e China
A União Europeia lançou o plano “Apply AI”, com investimento de €1,1 bilhão para expandir o uso de IA em setores estratégicos como saúde, energia e defesa. O objetivo é reduzir a dependência tecnológica de EUA e China e fortalecer a soberania digital europeia.

A Comissão Europeia anunciou o lançamento do programa “Apply AI”, um pacote de investimentos de €1,1 bilhão destinado a acelerar a aplicação da inteligência artificial em setores considerados estratégicos, como saúde, energia, indústria, defesa e mobilidade.
O objetivo é posicionar a Europa como um polo independente de inovação tecnológica, reduzindo a dependência de soluções desenvolvidas nos Estados Unidos e na China. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de soberania digital e industrial, que busca proteger a competitividade europeia em meio à corrida global pela liderança em IA.
O plano prevê incentivos para startups e centros de pesquisa europeus, além da criação de uma rede de “Laboratórios de IA Aplicada” interligados entre os 27 países-membros. Esses centros atuarão no desenvolvimento de modelos de código aberto, no aprimoramento de chips produzidos no bloco e na modernização de sistemas públicos e industriais com ferramentas de IA generativa.
Segundo autoridades europeias, a meta é garantir que as empresas locais tenham acesso a infraestrutura computacional e dados de alta qualidade, dois recursos atualmente dominados por players norte-americanos e asiáticos. A expectativa é de que o programa atraia também investimentos privados, ampliando o montante total disponível para cerca de €3 bilhões até 2026.
Além do aspecto econômico, o “Apply AI” reforça o compromisso da União Europeia com o uso ético e sustentável da inteligência artificial, impondo critérios rigorosos de transparência, privacidade e neutralidade de carbono no desenvolvimento de novos modelos.
Com isso, o bloco europeu busca se reposicionar na corrida tecnológica global, equilibrando inovação com regulação e aproximando a IA dos cidadãos — em hospitais, fábricas, universidades e serviços públicos.
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